Andando pela praia encontramos sr. Neto Braz e nos apresentamos. Durante a nossa conversa ele nos comentou sobre uma reserva indígena , a idéia de visitar essa reserva ficou fixa no meu pensamento e olhando para o João Gabriel vi nos seus olhos a mesma coisa. Mas o Sr Neto não tinha muita informação sobre os índios e nos sugeriu que procurassemos o Gordo ou o Antonio da FUNASA. Mas como ainda era muito cedo, ficamos com receio de incomodar as pessoas, então continuamos a andar pela praia.
Depois do almoço saímos determinados a conseguir a autorização para visitar a reserva indígena. Voltamos na vila dos BRAZ para falar com o sr. Neto, mas o seu irmão José Braz nos informou que o Neto tinha ido para Bertioga.. Fomos a casa do Antonio José (52 anos) que trabalha como agente de saúde (FUNASA) na reserva e depois de muita prosa ele nos ajudou a conseguir a licença para ir até a reserva.
O sr. José Braz é uma figura típica do sertão de Guaratuba estava munido de bodoque e bornal a tiracolo, espantando os gaviões que atacavam a sua criação de galinha. Confesso que, desde a minha infância, eu não via uma cena tão cabocla. Voltei no tempo, quando meu avô também espantava os gaviões das suas gaiolas de passarinhos, lá em Itapetininga, interior de São Paulo.
Depois de conseguirmos a autorização, continuamos pela vila e avistamos um campo de futebol e, uma música vinha de um barracão. Aproximamo-nos e vimos um grupo de adolescentes dançando axé. Estavam ensaiando para se apresentarem nas festas da região, que faz parte um calendário anual que ocorrem no : Mangue Seco, Rua M e no Indaiá. A jovem Crislaine de 20 anos lidera esse grupo que ensaiava na sede do Guaratuba Futebol Clube.
Fomos ao supermercado comprar algumas coisinhas para o jantar , e depois de comermos uma bela macarronada, fomos dormir e nos preparar para a pedalada do próximo dia.
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