CicloAventura 2011"Retratando a Rio Santos, A Rodovia Mais Bela do Brasil"

terça-feira, 12 de julho de 2011

07/07/2011 Etapa: C Trecho: Boiçucanga (São Sebastião)

Resolvemos ficar um dia em Boiçucanga para conhecer esta praia tão bela! No deck do hotel, da para ver a praia de tombo com areia grossa e as ilhas ao fundo, que embelezam a paisagem.







Optamos por ficar a primeira noite em um hotel, porque fazia muito frio e precisávamos de um lugar que tivesse alguma estrutura para lavar roupas e, também, para nos sentirmos bem, pois uma viagem desse porte consome muito do ser humano e, sinceramente, não da para acampar a todo o momento. Fazer uma expedição em área remotas, como foi a Travessia de Caiaque em 2010, é muito diferente. Quem chega a uma comunidade 100% caiçara, em uma ilha no meio do nada, é bem recebido e até vira atração do local. Mas quando chega, montado em uma bike, em uma cidade ou balneário onde a urbanização, especulação imobiliária, o consumismo e a civilização chegou a 100%, a recepção  é outra. As pessoas olham de forma diferente e com uma certa discriminação, então não tem como se sentir acolhido. Somente quando saca da carteira um pacote de dinheiro ou um cartão TOP como o American Express, é que as coisas mudam. Você acaba virando até doutor e as portas se abrem. E você vira atração:  - “ Puxa vida! Viu o cara da bike bonitona? Ele e seu filho estão em uma travessia! Que lindo pai e filho numa aventura....que coragem de vocês....LINDO” - pois é isso que acontece na maioria das vezes. Mas felizmente, nem tudo é tão falso! Também encontramos pessoas que valorizam e entendem esse momento que estamos vivendo, embora sejam poucos, mas existem e estão entre os mais simples. Os mais favorecidos e de uma classe social mais alta, na sua maioria, torcem o nariz e se abusar passam por cima da gente como se fossemos uma barata imunda.

Desculpe gente, foi só um desabafo! Mas vamos ao que interessa. No meio dessa conversa toda, conhecemos o Sr Paulo, um vendedor do guia turístico, que gostou muito da nossa história e, gentilmente, nos deu um exemplar de cada guia, e ainda nos sugeriu publicarmos a nossa história no guia turístico do litoral brasileiro de 2012 . Também conhecemos o Rodrigo Mutuca, de Maresias. Gente boníssima! Ele tem uma loja de artigos de pesca e caça, no shopping do centro e junto com ele conhecemos o Amargedon e o Silvestre que têm uma operação de pesca de mar com caiaques sit on top. “Oba! Achei os caras certos!”





Fomos conhecer a vila onde a maioria dos moradores locais residem e conhecemos uma pessoal muito legal. Lá existe uma cooperativa de pescadores e é aonde os barcos locais ficam atracados na barra do rio Boiçucanga.Os pescadores estavam repartindo um pescado de sororoca que acabara de chegar do mar. Puxa! Que peixes lindos! Deu até fome.

Voltando para o hotel paramos em uma pizzaria muito bonita e aconchegante, a Pizzaria Empório, onde para variar pedimos portuguesa e caipira de oito pedaços. Conhecemos o pessoal da pizzaria  que também ficou interessado em escutar a nossa história. A dona do estabelecimento até tirou foto conosco! Foi muito legal, fiquei emotivo  e quase chorei.





Voltamos para o hotel, fechamos a conta e nos transferimos para um chalé no camping Pé na Areia, no final da praia, pois a grana estava curta. Era somente um pernoite a mais, já tínhamos lavado as roupas e também não estava mais tão frio, por isso fomos para um lugar mais simples . O mar estava tão próximo do nosso chalé, que dava para sentir a vibração das ondas estourando na areia da praia .





Que noite de sono maravilhosa! Ainda bem, porque no outro dia, teríamos a serra de Maresias para subir e o nosso objetivo era chegar em Ilha Bela.

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